"Algumas amigas me perguntam como eu
deixo minha filha em pleno sábado se meter em "mato" e voltar suja de
lama, se eu não temo que ela fique masculinizada e faça besteiras por aí.
A minha resposta
segue abaixo:
Eu um dia já temi sim...
... Já me assustei quando ela chegou coberta de
lama, parecendo uma cacatua maluca.
Deus, não tinha uma parte limpa naquela criatura e
como fedia!
No caminho de volta para casa eu imaginava quantos
carrapatos teria naquele corpo e me questionava se aquela catinga sairia do seu
corpo.
Chegando em casa, ela abaixou a cabeça e disse que
lavaria as roupas mas que precisava me dizer algo:
- Mãe, eu tô muito feliz!
Ela me desarmou, sentou no meu sofá, contou todas
as histórias daquela tarde, de como foi recebida e de como gostava dali.
A roupa suja? Ah, eu joguei no lixo, o que é uma
roupa suja perto de uma alma limpa?
Antes da minha filha conhecer o grupo tínhamos brigas infindas, valores que eu como
mãe faço questão que ela tenha e o mundo diz que ela não é obrigada a ter...
Cismava que TER era melhor do que SER e eu era apenas uma pessoa chata, sem
diálogo que pegava no pé dela.
Sou lhes grata pela parceria na formação da minha
filha, pelos puxões de orelha do Chefe Gustavo...
por todo o carinho e amor que vocês ofertam à ela... à mim, à minha família.
Deus abençoe e multiplique o trabalho de vocês e
que mais jovens possam voltar para suas casas sujos de barros e com a alma
limpa." Por Tatiana Ochsendorf.
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| Victória e sua mãe, Tatiana |
Grupo Escoteiro Luz e Trabalho


